Gosto do teu jeito de falar. Admiro o teu sorriso e teu jeito de andar me deixa fortemente convicta em que és alguém especial. Cativa-me pelos pequenos detalhes. Minúcias em que eu me apego facilmente. Sinto-me feliz em tê-lo ao meu lado e ao saber que contarei a ti todos os meus segredos e todos os fatos da minha vida se for preciso. Conto os milésimos de segundos para te encontrar. Às tarde que passamos juntos tornam-se inesquecíveis em minha memória. Sou grata por você estar sempre lá, esperando-me sentado no mesmo banco, na mesma praça às 15:20 todas as tardes. A cada dia certifico-me de que nunca faltará assunto entre nós. Mas fico timidamente vermelha quando ouço que o tenho só para mim. Logicamente, também me sinto egoísta ao não dividi-lo com ninguém nem ao mesmo com você mesmo. Mas quando tu colocas sua mão grande e quente sob meu rosto acariciando-me com cuidado, percebo que todas minhas preocupações são tolas. Seu carinho e amizade são totalmente verdadeiros e não há com o que me preocupar. Mas não gosto de lembrar que as tardes passam rapidamente e que a rotina ao término delas não é a melhor. A hora do adeus é inevitável, e você simplesmente some, evapora, não o vejo indo para lado algum. É como se nunca houvesse existido. Mas tento confortar-me e digo a mim mesma ali, sozinha e insegura: ‘até amanhã’, na expectativa de vê-lo novamente como o combinado.

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